quarta-feira, 15 de junho de 2011

"Que toda e qualquer energia negativa que chegue até mim se transforme em amor."

Beijos, carícias e abraços não diferem uns dos outros, ocorrem da mesma forma e quase sempre com a mesma intensidade. Todos os amores são iguais, se é que o amor ainda existe. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

    Considero-me uma garota como outra qualquer, pelo menos fisicamente. Não tenho seios extremamente grandes que façam de mim "gostosa" – já disse o quanto odeio essa palavra? – ou uma barriga que faça os homens tirarem minha blusa enlouquecidamente, na verdade, às vezes até eu morro de preguiça de fazer isso. Vivo em um lugar distante, onde provavelmente ninguém que leia esse texto conheça. Lugar onde o dia passa devagar, e as pessoas ainda se importam com que você veste. Não que isso seja um problema, já faz um tempo que aprendi a ignorar isso.

Adoro cantar no espelho, colar coisas fofas na parede e fingir que não me importo com o fato de não ser tão bonita como minha melhor amiga. Ser clichê é divertido, e admitir isso mais ainda. Mas infelizmente, minha descrição não acaba nessa frase. Por dentro me sinto diferente do resto do mundo: Tenho um coração que funciona ao contrário. Esqueço os caras que acabei de conhecer, e me lembro toda noite antes de dormir, dos que me fizeram sofrer. Queria me livrar dessa mania, mas quanto mais tento, mais faço. Acho que preciso de um manual "Como não esquecer um cara em cinco dias", será que existe? Nunca encontrei.

Não brinco com os homens, apenas não desobedeço meu coração. Gosto de intensidade, mas odeio falta de liberdade. Quando percebo minhas borboletas estão entrando em extinção, abro minhas enormes e brilhantes asas invisíveis e saio voando por aí. Mudo o número do celular, entro sempre offline e atravesso a rua para não esbarrar. Acho que a maioria dos caras, são tão imaturos que precisem amadurecer dentro de mim por alguns meses. Aí depois volto, relembro, me entrego e me esqueço.

Guardo os ursinhos que ganhei até hoje, e durmo com eles toda noite. E se quer saber, a maioria deles cheira bem, diz "eu te amo" com um abraço, e a melhor parte, não cobram ou esperam nada por isso.

domingo, 12 de junho de 2011

Sou confusão e gritaria, e ao mesmo tempo, todo o silêncio do mundo. Sou a ansiedade de um desejo sendo realizado, e o medo incontrolável de tudo dar errado – de novo. Sou a preguiça de um domingo a tarde, e a euforia de uma sexta a noite. Sou a vontade de abrir a geladeira, e angustia de ter engordado.Sou um doce sorriso, e uma lágrima quase salgada.  Sou uma canção de amor cantada por alguém desafinado.  Consegue ouvir?

Sou o que sou agora mas às vezes me pego pensando no passado, e vejo o quanto mudei. O quanto eu fui, e o quanto dexei de ser. E vejo nas marcas deixadas pela parede, tudo que hoje mais odeio em alguém. O destino me deixou do avesso, e 
agora não sei se é mesmo eu quem estou errada. Deve ser.
Às vezes me dá umas vontades loucas, de voltar meu primeiro beijo, e correr o mais rápido possível. O que foi? Eu ainda não estava pronta. De voltar na primeira vez que vi meu primeiro amor, e dar um tapa daqueles de filme. O que foi? Ele me fez chorar demais. Voltar naquele Adeus, e abraçar mais forte. O que foi? Aquele abraço me fez falta por muitos anos.
É uma pena, o tempo passou.

Infelizmente ou felizmente, de todas os desejos que tenho, o que mais me agrada é ficar aqui lembrando de tudo. Cansei de engolir o amor, e sempre engasgar depois. Hoje sou uma vegetariana, que apenas observa os animais pela janela. De longe. E se quer saber? Eles ficam melhor assim.
Eu vou te contar sobre os meus sentimentos
Te mostrar o que sinto por dentro
E te amar mesmo que isso seja o meu maior pecado.




                                                                                       (livro"as ultimas frases")
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar...




                                                                           (nem sei quem fez,apenas me identifiquei)